24 de Julho de 2020 às 09h18

Líderes do Centrão indicam parentes para cargos no governo Bolsonaro

A promessa de campanha de Bolsonaro de governar apenas com nomeações técnicas para os diversos cargos da administração federal desapareceu em meio às negociações com líderes do Centrão.

Vale ressaltar, sobretudo, que nem tudo que é imoral é ilegal. O STF não considera que a nomeação de parentes de aliados políticos configura crime de nepotismo, desde que não ocorra o chamado nepotismo cruzado - quando, em troca de uma indicação, o político nomeia também um parente de seu aliado.

Em maio de 2020, o filho do senador Elmano Férrer (PODE-PI), Leonardo Férrer, se tornou ouvidor na Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba).

Em agosto de 2019, na Funasa (Fundação Nacional de Saúde), o governo nomeou em agosto de 2019 a esposa do líder do PL, Wellington Roberto (PB), Deborah Roberto, e uma tia do deputado Gustinho Ribeiro (SD-SE), Maria Luiz Felix. Na superintendência do órgão na Paraíba, foi mantida no cargo Virgínia Velloso Borges, mãe do líder da maioria na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Fonte: O Globo