23 de Outubro de 2020 às 18h07

Se vacina de Oxford falhar, governo não recuperará o dinheiro gasto

O R$ 1,3 bilhão pagos pelo governo federal à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) não voltará para os cofres da União, caso a vacina contra o coronavírus não apresente os resultados esperados.

O contrato celebrado para aquisição da vacina de Oxford é um contrato de risco, em que a vacina é adquirida antes mesmo do término dos ensaios clínicos previstos e da comprovação de sua eficácia. Esta é uma forma de garantir o acesso antecipado à vacina.

A informação contrasta com o discurso do presidente Jair Bolsonaro, que defende que o investimento bilionário em vacinas seja feito somente a comprovação da sua respectiva eficácia e certificação junto à Anvisa.

“Não se justifica um bilionário aporte financeiro num medicamento que sequer ultrapassou sua fase de testagem”, disse o presidente, ao comentar sobre o cancelamento da aquisição de 46 milhões de doses da CoronaVac, da China.