18 de Novembro de 2020 às 09h53

Pfizer pedirá autorização para uso emergencial após concluir fase 3 de testes com eficácia de 95%

Nesta quarta-feira (18), a Pfizer e a BioNTech anunciaram que concluíram a fase 3 dos testes clínicos com sua vacina contra covid-19 e que o produto apresentou uma eficácia de 95%. O produto, que tinha apresentado, na análise intermediária, uma eficácia de 90%, se mostrou ainda melhor com a observação de mais casos de participantes que foram contaminados. 

A primeira análise objetiva primária é baseada em 170 casos de contaminação por covid-19 entre os participantes: 162 estão no grupo que tomou placebo e apenas 8 no grupo que tomou a vacina. A eficácia foi consistente em dados demográficos de idade, sexo, raça e etnia. A eficácia observada em adultos com mais de 65 anos de idade foi superior a 94%. É acima desta faixa etária em que se encontram os mais vulneráveis a formas mais severas de covid-19 e na qual havia mais preocupação com a eficácia de uma vacina. Idosos não apresentam respostas muito fortes a alguns tipos de vacina.

No grupo de contaminados, houve 10 casos severos, sendo 9 entre os voluntários que receberam placebo. Com o resultado, a empresa pretende pedir à agência de regulação de drogas norte-americana (FDA) autorização para uso emergencial da vacina. A Pfizer promete também compartilhar os dados com outras agências reguladoras em todo o mundo.

De acordo com comunicado divulgado nesta quarta pela Pfizer, a vacina, que foi aplicada já num grupo de 43.661 participantes, foi bem tolerada em todas as populações e nenhuma preocupação séria de segurança foi observada. Ainda segundo a farmacêutica, os eventos adversos mais comuns foram fadiga (em 3,8% dos voluntários) e dor de cabeça (2%).